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POR RAZÕES TÉCNICAS QUE NOS ULTRAPASSAM, E MUITO, FOMOS FORÇADOS A TRANSFERIR O NUMERO SEGUINTE DO JORNAL PARA O SEGUINTE ENDEREÇO. (Carregar)

COLUNA UM

Este exemplar "piloto" do nosso jornal é antes de mais uma forma de tentar mostrar que existe capacidade técnica para se fazer um jornal online, mesmo que por esta página se não entenda tudo isso. Não vamos estender-nos muito nesta apresentação: vamos apenas dizer que o trabalho gráfico, ao não ser aquele que se esperaria num jornal, tem apenas por intenção mostrar e procura ser apelativo. Nada garante que o próximo exemplar, que não seja experimental, tenha esta configuração imagética.

Continua

A COLUNA DE ARLETE PIEDADE

O Dia do Pão por Deus

Sempre no dia primeiro de Novembro, recordo com alguma nostalgia e saudade, quando menina, na minha aldeia, aguardávamos esta data com ansiedade não isenta de alguma gulodice.

Pois que sabíamos que as mulheres da aldeia caprichavam e competiam entre si na confecção das broas feitas com farinhas de trigo e de milho, umas cozidas no forno a lenha e pinceladas com ovo, outras fritas e enroladas em açúcar, cada uma com as receitas especiais guardadas de geração em geração, especialmente para o dia do Pão por Deus.

De manhã cedinho, as meninas levantavam-se apressadas, vestiam a sua roupa mais bonita, pegavam o seu saco de pano bordado pela mães e em grupos de duas ou três, começando por uma ponta da aldeia, iam batendo ás portas de todas as casas, pedindo:
- Oh tia dá pão por Deus…?

Segue

 

UMA ESPERANÇA?

 

A eleição do Senador  Barack Obama para a Presidência dos E. U. A. fez nascer - tal como a sua ascensão nas sondagens o tinha feito já há bastante tempo - esperanças nunca antes demonstradas em relação a nenhum outro candidato à Presidência dos Estados Unidos, depois eleito ou não.

Em certo sentido foram as pessoas, na sua generalidade, contagiadas pelo facto de Barack ser de raça negra e mesmo fazendo sempre referências ao seu próprio anti - racismo, ele esteve sempre presente nos seus pensamentos.

Porque há racismo quando se considera o factor raça, independentemente da forma como se encara a mesma: com tolerância ou com rejeição mais ou menos pronunciada.

Uma aldeia do Quénia (onde eram todos por Obama sem mais) foi vedeta nesta longa noite americana, o facto de os 50 Estados Unidos serem de população branca, negra, latina, chinesa, japonesa, coreana, eu sei lá (!) e dos bairros da periferia serem ou não maioritariamente "brancos" ou "negros" esteve sempre presente e, em certo sentido, o voto da população afro - americana (e mesmo aquela de origens não tipicamente americanas - como se tal existisse) estiveram condicionadas em termos de show televisivo e noticioso por este facto: Barack é negro, logo os negros votam nele, os latinos também, etc.

Logo o branco vota no branco o que para mim é extraordinário como processo de pensamento.

A esperança que nasceu, nesta noite longa, não deverá ser, a meu ver, saber aquilo que Barack vai fazer ou não em termos do seu exercício presidencial. Vai mudar alguma coisa, concerteza: raramente se ganham eleições copiando programas e exercícios já existentes, mas...a grande esperança, para mim, é que nas próximas eleições nos EUA, esta triste noite não seja repetida neste plano.

 

Foi esta a sombra negra que mais ensombrou a minha esperança.

 

Alexandra Figueiredo

 

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NACIONALIZAR A DESGRAÇA

Tal como se sabe, o Estado (que somos nós, não me cansarei de repetir) acabou por nacionalizar um Banco que, a avaliar pelas "boas" palavras que sobre ele são ditas agora, há uma série de anos que andava por caminhos pelo menos esquisitos.
A regulação, vulgo Banco de Portugal, vem agora dizer que o dito Banco lhe tinha escondido informação (cerca de 700 milhões de euros do prejuízo contabilizado então, ou parte dele) como se em termos de informação bancária fosse possível esconder o que quer que seja nesses montantes.
Mesmo que o fosse, por hipótese remota, seria extremamente preocupante (aliás, aterrador) que uma série de marmanjos criassem um saco azul com dinheiro dos seus clientes (mesmo dos seus accionistas) sem que tal dê nas vistas nem num tostão.
O mercado bancário, como tantos outros, andam em roda solta há muitos anos: o Estado (que somos nós, repito, representados nesta nossa democracia) , e a sua "regulação" é um "laissez faire, laissez passer" cujo controle se resume praticamente à conferência da cobrança de impostos que não é feita pela "regulação" mas por outro interveniente no processo a D. G. dos Impostos. (X costuma pagar Y e se paga -Y então vamos ver o que se passa...).
Podia este banco, ou outros, "esconder" milhões de euros dezenas de vezes e durante toda a sua vida que a "regulação" deixava andar. Falou-se de 700 milhões de euros, que são apenas a ponta pública do iceberg, e já se chegou entretanto à      conclusão em 48 horas de que são 1.100 milhões, pelo que termos de esperar sempre por todas as próximas 48 horas...

Em qualquer caso, sejam eles os milhões que forem, não sei se a emenda neste caso não é tão aterradora como o soneto.

Não sei se afirmar a regulação não saber é mais grave ou não do que afirmar ter sabido e não ter feito nada.

Carlos Carito

 

 

 

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